Buscava informações em livros e aprendia na “tentativa e erro”, só partia para questionamentos à outros quando não conseguia me virar sozinho.
De certa forma isso me ajudou, mas essa forma de agir não era o recomendável ou pelo menos não era o que a maioria realizava. Mês passado, em viajem pelos EUA percebi que esse comportamento é muito difundido por lá, existem máquinas de autoatendimento por todos os lados, e não somente máquinas de refrigerantes e salgadinhos, existe máquina para tudo! Cartões de metrô, estacionamentos, pedágios, postos de combustíveis, caixas de supermercado (Sim, o WalMart possui um checkout express, você passa suas mercadorias pelo leitor de código de barras, e paga para uma máquina que inclusive te devolve o troco em moedas!).
Como bom brasileiro já fiquei imaginando que muitos devem tentar “burlar” esse processo, Ok, a maioria dos itens por lá possui etiquetas RFID e tem câmeras por todo lado, mas eles tem a consciência do certo e errado e sabem que se fizerem algo errado as consequências são complicadas.
Enfim, recordando uma discussão recente sobre máquinas de autoatendimento para pedágios no Brasil escutei muito uma “verdade absoluta”, esse procedimento não funcionaria por aqui, os brasileiros não conseguiriam usar uma máquina desse porte, o tempo para concluir o procedimento seria gigante, etc, etc, etc.
Sinceramente acho que o ser humano é totalmente adaptável a qualquer condição, ficar protelando essas tecnologias ou procedimentos por simplesmente acreditar que as pessoas não tem capacidade para utilizar é inferiorizar a capacidade do brasileiro e deixar de estimular a cultura autodidata, é mais fácil dar o peixe do que ensinar a pensar (ops pescar).
Ah, o top do autoatendimento eu vi quando parei para abastecer o carro num posto entre Orlando e Miami, fui até a loja de conveniência para tomar um café. Logo ao entrar me deparei com uma máquina da Best Buy, através dela era possível comprar um iPad, totalmente sozinho, só passando o cartão.


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